Que é o homem, para que faças caso dele, para que te ocupes dele, para que o
inspeciones cada manhã e o examines a cada momento?". Salmos 8.4
"O homem é a medida de
todas as coisas". "Muitas são as coisas grandiosas dotadas de vida, mas a mais
grandiosa de todas é o homem". A primeira dessas três frases é uma das perguntas
que Jó dirige a Deus; a segunda, uma reflexão do pensador grego Protágoras; e a
terceira, uma fala da tragédia Antígona, de Sófocles.
A elas poderiam reunir-se
milhares de outras sobre o mesmo tema, de todas as épocas e civilizações, o que
mostra que nada preocupa tanto o homem quanto a condição humana, e nenhum
espetáculo é mais atraente para o homem do que o próprio homem.
Em sentido amplo, homem é qualquer membro da espécie humana. Assim ele é
entendido pela filosofia e abordado, em cada um de seus aspectos particulares, pela
biologia, antropologia, história, medicina e outras disciplinas que o têm por objeto. A
tarefa de definir homem, consiste em procurar respostas para algumas perguntas
essenciais: qual a natureza ou a essência do homem?
Como se distingue ele dos
outros seres orgânicos, especialmente dos animais superiores? Essa distinção é
essencial e absoluta, ou apenas uma variação de grau? Qual o lugar do homem no
mundo? Qual sua missão ou seu destino? Como se relaciona com Deus ou com
absoluto?
Abordagem filosófica
A noção ocidental de homem como indivíduo tem como ponto de partida o
pensamento grego. Para Sócrates e Platão, cada ente só pode ser definido se todos
os seres do universo estiverem classificados segundo certas articulações lógicas e
ontológicas.
Definir um ente consiste então em tomar a categoria à qual ele pertence
e situar essa categoria no lugar ontológico que lhe corresponde. Esse lugar
ontológico é determinado por dois elementos de caráter lógico: a categoria próxima e
a diferença específica. Por eles se chega à definição de Aristóteles: o homem é um
animal racional. Animal é a categoria próxima, na qual se inclui o homem; racional é
a diferença específica, por meio da qual se distingue conceitualmente o homem dos
outros animais.
Para a filosofia grega, o homem é um "ser racional", ou melhor dito,
um animal que possui razão. Essa definição implica dizer que o homem é uma coisa
cuja natureza consiste em poder dizer o que são as outras coisas. Ou seja, a razão
permite ao homem definir-se e definir o conjunto do universo.
Os gregos admitem que o homem tenha sido "formado", e também que sua
formação tenha obedecido a condições especiais em relação aos demais seres, mas
rejeitam a hipótese da criação.
A visão do homem como ser criado é comum ao
judaísmo e ao cristianismo e exerceu forte influência sobre todas as concepções
filosóficas relacionadas com essas religiões e também com o islamismo.
O homem
seria, então, uma criatura, ou seja, um ser cuja realidade não é própria, mas que foi
criado "à imagem e semelhança de Deus", o que lhe confere superioridade em
relação aos outros seres. Para os gregos, o homem vive em dois mundos: o mundo
sensível, que ele apreende pelos sentidos, e o mundo inteligível, que apreende pela
razão, e onde se confirma sua realidade como ser racional, sendo assim homem torna-se a coroa de todas as criações do seu eterno criador "DEUS".
"Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém." (Romanos 11 : 36)
"Porque DELE e por ELE, e para ELE, são todas as coisas; glória, pois, a ELE eternamente. Amém." (Romanos 11 : 36)
Tenório Cavalcanti

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