É um lugar onde todas as pessoas se conhecem e costumam conversar à noite nas calçadas das casas, muitas construídas em barro e cobertas com palhas de coqueiro; onde a bicicleta e o andar à pé ou à cavalo são as maneiras de se locomoverem; onde a ambição, o poder e o dinheiro não são as coisas mais importantes e o relógio é a tábua das marés. A principal fonte de renda, de homens e mulheres, provém da pescaria no mar e manguezais ou dos trabalhos em canaviais. O sol intenso e os ventos fracos, de setembro a março, fazem morna e clara as águas do rio e mar.
Mas, nos meses de abril a agosto, os ventos que sopram de sudeste provocam fortes ondas no mar, transformando a praia que fica em um istmo, coberto de vegetação de restinga, em um paraíso para os surfistas. Várzea é um substantivo feminino utilizado para denominar uma planície ou terreno plano, em um vale extenso e cultivado, junto aos rios e ribeirões. Um lugar riquíssimo em belezas naturais, histórias e lendas. Está localizado a 09 km da sede do município. Me acompanhou nessa matéria o guia de turismo Saulo que foi o cinegrafista e fotografo.
Ao chegarmos no museu do Una fomos bem recebido pelo fundador, Srº Bertrando Bernadino.
Engenheiro e escritor, nascido em Caruaru-PE, é veranista em São José da Coroa Grande desde 1975. Após ter fundado a Escola Gisa, destinada a crianças carentes, construiu o Museu do Una em 2000, considerado desde então como uma referência em preservação da cultura e meio ambiente da região. A seguir, transcrevemos uma entrevista do Jornal Costa Dourada, que mostra, além dos objetivos do museu e um pouco da forma de pensar do seu fundador.
Em conversa com o SRº Bertrando falei, que ele seria também a história que Várzea do Una irá contar em várias gerações, pois ele tem cuidado e conscientizado o povo a preservar as riquezas naturais da Várzea do Una.
A memória de um povo há de ser preservada, para que o progresso não apague a história e possamos aprender com os antepassados, estudando formas de evolução cultural. Para isso, nos propusemos a resgatá-la e exibi-la em um espaço adequado, por isso que criei o museu do Una, disse Bertrando.
Em videos o fundador do Museu do Una nos explicou sobre o espaço do museu e cada peças, assistam o vídeo completo:
A locomotiva Francesa que pertenceu a Usina Central Barreiros, Bertrando intercedeu junto ao prefeito que ao invés de vender doasse para o museu, pois foi a unica que restou, foi desmontada em 60 pedaços e montada novamente, a locomotiva transportava o açúcar da usina até a praia do gravatá.
MUSEU DO UNA E SUAS PEÇAS
PRÓXIMA MATÉRIA BARTOLOMEU BARROS E SUA RÁDIO COMUNITÁRIA NA VÁRZEA DO UNA.Escrito E adaptado por Tenório Cavalcanti
Fonte: www.museudouna.com.br
Fotos




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